Olhos no céu: drones mudam a forma da PM fiscalizar e prevenir crimes nas rodovias de SP

  • 01/03/2026
(Foto: Reprodução)
Drones auxiliam PM a fiscalizar rodovias no litoral e interior de SP Motoristas que trafegam pelas rodovias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira podem estar sendo monitorados do alto sem perceber. Isso porque, nesta Operação Verão, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) passou a usar drones em seu patrulhamento. Segundo a corporação, a tecnologia ajudou a alcançar os melhores indicadores parciais dos últimos dez anos da Operação Verão. A tecnologia é utilizada tanto na fiscalização de infrações quanto no monitoramento de congestionamentos e conta, inclusive, com apoio de imagens térmicas. O uso vai desde a localização de suspeitos em áreas de mata até a verificação da condição dos sistemas de freios de veículos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. O g1 conversou com o major PM Marcos da Silva Negrinho, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, que explicou como funciona o uso dos drones no dia a dia. Ele destacou que as imagens não geram multas automaticamente, mas ajudam as equipes a selecionarem os infratores. Menores se passam por ambulantes e furtam motorista em rodovia O monitoramento aéreo também tem efeito preventivo ao reduzir o sentimento de anonimato de infratores e criminosos. No começo deste ano, dois adolescentes foram detidos ao serem flagrados por uma imagem de drone (veja acima). Simulação da PM mostra como imagens térmicas de drones que auxiliam no patrulhamento rodoviário PMRv Confira abaixo a entrevista completa: Desde quando a PMRv passou a usar drones no patrulhamento e o que levou à adoção dessa tecnologia? Com o início da Operação Verão, o Policiamento Rodoviário destinou equipes especializadas e devidamente habilitadas para o emprego dos drones na atividade de fiscalização de trânsito para seleção de veículos envolvidos em infrações de alto risco e também no monitoramento de congestionamentos, característicos dessa época do ano. Vimos a possibilidade de emprego da tecnologia em favor do policiamento, o que tem sido uma tendência não só do Policiamento Rodoviário, mas também dos Batalhões Territoriais. Hoje, com quantos drones o batalhão opera no Sistema Anchieta-Imigrantes? Hoje, operamos com equipes destinadas exclusivamente à utilização dos drones nas atividades policiais de Segurança Viária e Segurança Pública, com equipamentos principal e reserva, mas não divulgamos quantitativos por questões de segurança operacional, com base na Lei de Acesso à Informação e no decreto que regulamenta a LAI no Estado de São Paulo. A divulgação de tais informações pode expor capacidades e vulnerabilidades, o que compromete a proteção institucional e a efetividade das ações de fiscalização e segurança. Na prática, como as imagens captadas pelos drones são usadas para gerar autos de infração? Que tipo de resultado foi possível observar até agora? Na prática, as imagens dos drones não geram autos de infração. Esse é um imaginário que deve ser desmistificado. Os drones fazem parte da seleção de veículos infratores. A Equipe de Drones, durante as operações de fiscalização de trânsito, trabalha lado a lado com ao menos uma equipe de operações. Ao constatar uma infração de trânsito através das imagens do drone, uma equipe policial desloca ao bordo da via e efetua a abordagem, fiscalização do veículo, e a feitura dos autos de infração que porventura forem necessários. Consideramos muito importante esse contato entre o policial militar rodoviário e o condutor-infrator, pois é a oportunidade em que podemos orientá-lo e responsabilizá-lo de maneira presencial e apropriada, sendo a correção efetuada naquele exato momento. Major PM Marcos da Silva Negrinho, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária Arquivo pessoal Como foram definidos os trechos que recebem o monitoramento aéreo? Existe uma estimativa de área de cobertura dos drones? Os trechos e horários de emprego da equipe de drones obedecem a critérios, dentro de um planejamento operacional centralizado, que os considera como uma segunda camada de proteção do cidadão, em complemento aos pontos de estacionamento das patrulhas. Os horários e locais de maior fluxo de veículos tendentes a causar congestionamentos, e, dentre esses locais, alguns representam maior vulnerabilidade dentro da análise histórica de crimes contra o patrimônio, recebem o empenho das Equipes de Drones. Já o planejamento das operações de fiscalização de trânsito se atém às janelas de oportunidade derivadas da ausência de pontos de congestionamento. Ou seja, primariamente, o critério é a prevenção criminal, e as operações de fiscalização de trânsito entram como segundo critério de emprego. Contudo, esse planejamento não é rígido e, conforme necessidades momentâneas, as equipes podem ser direcionadas para outros pontos das rodovias, atendendo ao dinamismo do serviço. Assim, não encaramos o emprego das Equipes de Drones sob determinada área de cobertura, mas sim a capacidade e a mobilidade de emprego dentro da circunscrição de todo o Batalhão. Esse monitoramento veio para ficar ou será usado apenas em operações específicas, como finais de semana e feriados? Sim, esse modelo novo de policiamento veio para ficar, sendo seu emprego manejado em razão das demandas criminais e de trânsito. A prioridade do planejamento se dá nas ações de Segurança Pública, especialmente voltada aos congestionamentos. Mas, havendo janela, há aplicação dessa modalidade de policiamento especialmente em operações de combate às ultrapassagens em local proibido e na fiscalização de sistemas de freios de veículos de carga em localidades que antecedem trechos de serra existentes na região. Além da fiscalização de trânsito, essa tecnologia muda a estratégia da PMRv no combate a crimes nas rodovias, como roubo de cargas e tráfico? Sim, e já vemos mudanças. Hoje, as Equipes de Drones atuam essencialmente na prevenção de delitos nos congestionamentos, com bastante êxito, mas já planejamos um futuro emprego em operações matriciais em conjunto com os TOR e as ROCAM no combate aos roubos de cargas e ao tráfico de drogas. Rodovia dos Imigrantes terá terceira pista no litoral de SP Divulgação/Ecovias A corporação já trabalha com alguma projeção de redução de acidentes a partir do uso dessa tecnologia? Sim. Na Operação Carnaval 2026, por exemplo, registramos uma redução de 54,2% dos sinistros com vítimas e de 56% no número total de vítimas. Mas, para além da redução dos acidentes, durante toda a Operação Verão Integrada 2025/2026, apresentamos redução dos ilícitos na área do 1º BPRv, que compreende o Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-150 e SP-160), a SP-055 (Rodovias Padre Manoel da Nóbrega, Cônego Domênico Rangoni e a Manoel Hyppólito Rêgo até Bertioga), a SPA-291/055 (Via Expressa Sul) e todas as rodovias estaduais do Vale do Ribeira. São quedas expressivas de 71,4% de roubos a usuários, 50% no roubo de veículos e não houve registros de roubos de carga ou de roubos com múltiplas vítimas, os chamados "arrastões", o que, considerando os 72 dias transcorridos até o momento, são números que a Polícia Militar comemora como um sucesso, não somente do emprego dos drones, mas de todo o planejamento efetuado e executado, que envolve as patrulhas, as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), os Táticos Ostensivos Rodoviários (TOR), os drones, e o importantíssimo apoio dos Batalhões Territoriais e Especializados da Polícia Militar. O Sistema Anchieta-Imigrantes tem muitos túneis. Isso representa um desafio para o uso dos drones? Como a PMRv lida com essa limitação? Sim, geograficamente, os túneis limitam a ação dos drones, mas, historicamente, não se tratam de hotspots criminais, tampouco executamos operações de fiscalização em seu interior, de forma que os trechos de túneis não atendem nossos critérios de emprego do equipamento. Existe compartilhamento das imagens com outros órgãos, como a concessionária ou a Polícia Civil? Em regra não há compartilhamento de imagens, obedecendo-se a LGPD, salvo se houver demanda por requisição da Polícia Judiciária ou do Poder Judiciário. O senhor acredita que a simples divulgação do uso de drones já tem efeito educativo, já que o motorista pode estar sendo monitorado sem perceber? Sim, além da seleção qualificada de veículos e condutores no cometimento de infrações, o que nos traz ganhos operacionais significativos, a mera possibilidade de monitoramento remoto causa no condutor um efeito dissuasivo no cometimento de infrações, como a ultrapassagem em local proibido ou a direção perigosa, como exemplos. E não somente na fiscalização de trânsito, mas a existência de drones, em alguns locais, já tem causado efeito de dispersão de criminosos, pois lhes retira o sentimento de anonimato. Essa dissuasão de caráter geral contribui em muito para a segurança pública e viária, tornando as rodovias mais seguras, como mostram os resultados. Monitoramento por drone auxilia fiscalização de rodovias no interior e litoral de SP PMRv VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/03/01/olhos-no-ceu-drones-mudam-a-forma-da-pm-fiscalizar-e-prevenir-crimes-nas-rodovias-de-sp.ghtml


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