Guarda-vidas reencontram mulher resgatada de veleiro à deriva em SP: 'Emocionante'
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Marcelo (à esq.) participou do resgate dos tripulantes e reencontrou uma delas dias depois
Divulgação/GBMar
Os guarda-vidas que resgataram três tripulantes de um veleiro à deriva em Santos, no litoral de São Paulo, reencontraram uma das vítimas do incidente. Ao g1, o cabo Marcelo Oliveira Gomes contou que o resgate foi uma das mais emocionantes em quase 23 anos de carreira.
“Já vivenciei algumas situações com resgate de embarcações, mas nenhuma como essa. Foi muito emocionante e fiquei muito feliz com o sucesso da ocorrência e saber que tudo terminou bem”, afirmou.
O incidente ocorreu no início de maio, quando ventos fortes foram registrados na cidade. Os três tripulantes, de 42, 75 e 78 anos, foram retirados da água sem sinais de afogamento e levados para terra firme.
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Marcelo disse que estava em patrulhamento com o quadriciclo quando avistou a embarcação. Ele nadou até o veleiro e orientou os tripulantes sobre os procedimentos de segurança, enquanto o colega iniciou o resgate com um pranchão.
“A grande preocupação era que dois dos tripulantes tinham idade avançada, e qualquer intercorrência seria algo complicado de administrar, mas graças a Deus, um a um foram resgatados em segurança”, explicou.
Marcelo vai completar 23 anos no Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) em junho. Apesar da experiência na área, ele não conteve a emoção ao reencontrar uma das tripulantes.
“Foi muito emocionante, ela fez questão de ir até nosso posto, nos levou um bolo e uma torta maravilhosa em forma de agradecimento. Mas só de vê-la íntegra e feliz é o nosso maior prêmio”, explicou o guarda-vidas.
Ele revelou que ficou feliz em ver a mulher, mas tem vontade de reencontrar todos os envolvidos no incidente. “Salvar uma vida é a dádiva mais importante na vida de outro ser humano, é o que nos motiva cada dia mais”, disse.
Veleiro adernou e foi levado para faixa de areia em Santos
Divulgação/GBMar
O que aconteceu?
Ao g1, o proprietário do veleiro, Mario Boehm, informou que estava com duas amigas quando a embarcação foi atingida pelo vendaval.
“Lancei âncora, porém, o cabo da âncora enroscou no motor, expondo a popa aos ventos e ondas que arrastaram o barco para perto da praia, quando apareceram os valentes oficiais do Corpo de Bombeiros, que ajudaram a mim e minhas duas amigas a abandonar o barco e procurar abrigo”, relembrou.
De acordo com ele, os guarda-vidas ajudaram não apenas no resgate das vítimas, mas também na recuperação do veleiro. “Um dos bombeiros retornou ao barco e conseguiu desenroscar o cabo da âncora do motor e retirou alguns pertences do barco, este ficando então em posição frontal contra as ondas e rajadas de vento. Em seguida, por infelicidade, o cabo da âncora se partiu, encalhando assim o barco na praia”, disse.
Mario afirmou que os bombeiros "ajudaram decisivamente" no resgate da embarcação, já na faixa de areia, junto com a equipe da marina que foi rebocá-la.
Ventania
Segundo a Praticagem de São Paulo, as rajadas de vento ultrapassaram os 100 km/h na tarde do dia 2 de maio.
Em Guarujá, um grupo de canoístas precisou ser resgatado pelos bombeiros entre a região da Ilha das Palmas e Praia do Sangava.
Ao todo, nove pessoas receberam apoio direto dos guarda‑vidas, enquanto outras conseguiram deixar o local por meios próprios.
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