Baleia-jubarte é encontrada morta e boiando ao lado de navio no litoral de São Paulo; VÍDEO
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra carcaça de baleia-jubarte boiando em Santos, SP
A carcaça de uma baleia-jubarte foi avistada na barra de Santos, no litoral de São Paulo. Ao g1, o inspetor de operações Bruno Pirro da Silva, de 40 anos, relatou que encontrou o animal enquanto realizava a vistoria de um navio.
Bruno relatou que, ao subir até a parte mais alta da embarcação, percebeu algo incomum na água. “Quando fui chegando mais perto, me deparei com a carcaça da baleia".
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Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver uma embarcação de pequeno porte navegando próximo à carcaça da baleia na terça-feira (19).
Baleia-jubarte
Baleia-jubarte foi vista boiando de barriga para cima em Santos.
@Bruno_santista
Ao g1, o biólogo marinho Eric Comin explicou que a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) é conhecida pelo comportamento acrobático e pelo canto complexo. “É um animal fascinante e extremamente encantador”, afirmou o especialista.
De acordo com Comin, as jubartes iniciam a migração a partir de abril, deixando as águas geladas da Antártica em direção ao litoral brasileiro em busca de regiões mais quentes e calmas para reprodução e amamentação dos filhotes. Segundo o biólogo, a espécie realiza uma das migrações mais longas do reino animal.
Durante esse período, alguns filhotes também acompanham o trajeto, mas tendem a permanecer em áreas mais próximas, como o litoral de São Paulo. No verão, as jubartes se alimentam na Antártica para acumular energia e, depois, seguem para águas tropicais, onde acasalam, dão à luz e amamentam os filhotes.
Os animais adultos podem medir entre 13 e 16 metros de comprimento e pesar de 30 a 50 toneladas. Após a temporada reprodutiva, por volta de setembro, as baleias iniciam o retorno à Antártica. Nessa fase, os filhotes começam a aprender a se alimentar antes da viagem de volta.
Riscos à espécie
Comin informou que estima-se que mais de 30 mil baleias visitem a costa brasileira esse ano. Segundo o especialista, com o crescimento da população da espécie nas últimas décadas, também aumentou o número de animais encontrados mortos ou encalhados nas praias.
Ainda de acordo com o biólogo, os filhotes podem acabar se separando das mães e morrer por desnutrição, afogamento, infecções ou doenças. Além disso, há ameaças provocadas pela ação humana, como o emalhamento em redes de pesca que estão em atividade ou abandonadas no mar, que podem impedir os animais de subirem à superfície para respirar.
O g1 entrou em contato com o Gremar e a Marinha do Brasil mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Carcaça de baleia-jubarte estava boiando em Santos.
@Bruno_santista
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